Participação na Mesa Redonda do Grupo de Trabalho em Meio Ambiente da PUC/SP

Posted by Marcia Corrêa | Posted in Psicologia Ambiental, Psicóloga Marcia Corrêa | Posted on 30-08-2007-05-2008

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Um dos motivos pelo qual criei esse blog foi justamente ter uma comunicação mais direta aos leitores sobre o que tenho feito profissionalmente, minhas participações em palestras, congressos, seminários etc.

Segunda feira, dia 27 de agosto, foi Dia do Psicólogo. Além de visitar a Embrapa Meio Ambiente, para acertar alguns pontos do III Seminário Internacional que vai acontecer dia 04 de outubro, participei da Mesa Redonda do Grupo de Trabalho em Meio Ambiente da PUC/SP com a palestra: “Psicologia Ambiental – Perspectivas da Profissão”, onde contei para alunos da graduação como está o campo de atuação profissional para os psicólogos dessa área, as mudanças da forma de atendimento no consultório e as possibilidades de trabalho em Psicologia Hospitalar, já que o local da minha dissertação de mestrado foi um hospital infantil humanizado.

Aqui vai uma foto dos membros que participaram da Mesa:
grupo Meio Ambiente
Da esquerda para a direita: Profa. Marcia Luiza Trindade Corrêa, Profa. Dra. Marlise A. Bassani, Prof. Dr. Geraldo A. Borin e Prof. Dr. Francisco Borba Ribeiro Neto.

Dr. Borba falou sobre Meio Ambiente e Cultura. A Dra. Marlise Bassani falou sobre a Psicologia Ambiental na PUC/SP. E o Dr. Geraldo Borin falou mais especificamente do Curso Superior Tecnológico em Meio Ambiente que está sendo montado no Campus Barueri da PUC/SP. Foi muito interessante e produtiva essa Mesa e era grande a quantidade de alunos presentes, prestigiando nossa apresentação.

Terapia Comportamental

Posted by Marcia Corrêa | Posted in Psicóloga Marcia Corrêa, Terapia Comportamental | Posted on 23-08-2007-05-2008

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Muitas pessoas me perguntam sobre a forma como eu trabalho no consultório. São pessoas leigas em Psicologia e esse pequeno artigo visa justamente esclarecer como se dá a Terapia Comportamental, que é bem diferente da terapia clássica psicanalítica. Também pretendo publicar esse texto no meu site, que está quase pronto, por isso fiquem a vontade para tirar dúvidas e dar sugestões, como no texto abaixo, de Psicologia Ambiental. Lá vai… digitando

A causa do comportamento não é a mente, mas algo externo ao organismo, observável: o ambiente, o estímulo. Pensamentos e sentimentos também são comportamentos. Seriam o que a Psicologia Comportamental chama de comportamentos encobertos e é possível estudar aquilo que está dentro da pele, ou seja, há a possibilidade de estudar os eventos privados, mas não no mesmo sentido do mentalismo tradicional. Na visão Comportamental, os eventos privados de uma pessoa não são a causa de seu comportamento, mas, ao contrário, são eventos regidos pelas mesmas variáveis ambientais que controlam o comportamento manifesto. O comportamento é um processo, é mutável, e muda de acordo com as variáveis das quais ele é função.

Para a identificação de relações funcionais, utilizamos o conceito de contingência. O termo contingência é usado para se referir as relações entre comportamento e eventos ambientais. A Psicologia Comportamental utiliza-se de contingências e de relações funcionais como instrumentos para o estudo de interações organismo-ambiente. O experimentador manipula contingências em busca de relações funcionais e das condições nas quais podem ser observadas.

Comportamento e ambiente têm uma relação dinâmica, ou seja, o comportamento muda o ambiente assim como o ambiente muda o comportamento. E conhecer os determinantes de um comportamento é um passo fundamental para compreender a relação entre comportamento e saúde (ou doença).

Na Terapia Comportamental, trabalha-se basicamente com as variáveis externas, das quais o comportamento é função. Tentamos prever e controlar o comportamento de uma pessoa e chamamos esse processo de análise funcional. Esse é o instrumento básico de trabalho de qualquer analista de comportamento e é tarefa do terapeuta identificar as contingências que estão operando e também investigar as que operaram no passado. A análise funcional é vista como uma análise comportamental descritiva, ou seja, visa explicitar as contingências que podem estar operando para manter um determinado comportamento.

Fonte: CORRÊA, Marcia L. T. Psicologia Ambiental num Hospital Infantil: uma análise comportamental enfatizando qualidade de vida e bem-estar, Dissertação de Mestrado em Psicologia Clínica, PUC/SP, São Paulo, 2006.

Afinal, O QUE É PSICOLOGIA AMBIENTAL?

Posted by Marcia Corrêa | Posted in Psicologia Ambiental | Posted on 22-08-2007-05-2008

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Vou colocar aqui um texto explicando melhor o que é Psicologia Ambiental, baseado no que eu publiquei na minha dissertação de mestrado. Pretendo colocar o mesmo texto no meu site, então, dúvidas e sugestãos são bem-vindas, por favor fiquem a vontade nos comentários, ok? Lá vai… teclando

A Psicologia Ambiental é um dos mais recentes campos de estudo da Psicologia, e vem estudando o que é chamado de problemas humano-ambientais. É considerada uma subárea da Psicologia, que se firmou na década de 70, com canais de comunicação próprios. Sua origem está na Psicologia Ecológica da década de 1940. Mas esta subárea da Psicologia vem crescendo, principalmente da década de 1990 para cá, mais precisamente após a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, a ECO 92. Também é a partir da década de noventa que intensificaram as discussões sobre a influência de fatores psicológicos, sociais e ambientais na saúde humana.

A Psicologia Ambiental atualmente tem se ampliado. Psicólogos ambientais têm relacionado seus trabalhos a outras subáreas como a Psicologia da Educação, a Psicologia Organizacional, a Psicologia do Desenvolvimento e a Psicologia da Saúde. A unidade de estudo da Psicologia Ambiental é a relação pessoa-ambiente, não havendo, portanto, o estudo da pessoa ou do ambiente isoladamente. É um estudo da Psicologia aplicada aos problemas humano-ambientais e visa o desenvolvimento sustentável, capaz de satisfazer as necessidades da geração atual sem comprometer as necessidades das futuras gerações. O século XXI já está marcado pela globalização e o desenvolvimento sustentável e o contexto dos problemas ambientais encontrados implica necessariamente no estudo das inter-relações pessoa-ambiente. Qualquer análise sobre as soluções dos problemas ambientais deve incluir os comportamentos do homem frente a seu ambiente.

Na realidade, tanto os estudos sobre desenvolvimento sustentável como os estudos sobre Psicologia Ambiental iniciaram-se na década de 70, numa coincidência temporal, e a entrada dos psicólogos ambientais no estudo da sustentabilidade está enraizada no convencimento destes profissionais sobre a responsabilidade individual e coletiva no desenvolvimento de ações que atentam contra a sustentabilidade do planeta e a pertinência do seu domínio de experiência para amenizar e até reverter essa tendência de degradação ambiental que o ser humano tem. A Psicologia Ambiental trabalha com essas necessidades, que não são identificadas por outras áreas de conhecimento. O ressaltar das necessidades ambientais na concepção de desenvolvimento sustentável proporcionou caminho para retomada da pessoa nas relações com o ambiente. Pessoa cujo estilo de vida pode indicar inter-relações de degradação ou pró-ecológicas, de saúde ou de enfermidade.

Na Psicologia Comportamental, quando dizemos que o comportamento é controlado pelo ambiente, queremos dizer duas coisas diferentes: o ambiente modela e mantém repertórios de comportamento, mas também serve como ocasião para que o comportamento ocorra. A diferença para a Psicologia Ambiental está no conceito de ambiente. A Psicologia Ambiental lida com o ambiente físico, enquanto que, para a Psicologia Comportamental, tudo que não é a pessoa é ambiente para ela, ou seja, outra pessoa passa a ser ambiente. Em relação à saúde estuda-se, por exemplo, a qualidade de vida e a qualidade ambiental, o espaço pessoal, a privacidade, a territorialidade, a aglomeração, a conservação ambiental, a apropriação do espaço e o estresse.

A Psicologia Ambiental é considerada eminentemente prática, envolve várias abordagens da Psicologia e é interdisciplinar. Mas o maior destaque da Psicologia Ambiental é a forma interacional que ela vê a relação pessoa-ambiente, ou seja, o tema central são as inter-relações entre pessoa e meio ambiente físico (há uma reciprocidade entre pessoa e ambiente).

Fonte: CORRÊA, Marcia L. T. Psicologia Ambiental num Hospital Infantil: uma análise comportamental enfatizando qualidade de vida e bem-estar, Dissertação de Mestrado em Psicologia Clínica, PUC/SP, São Paulo, 2006.

Psicologia Ambiental (o início)

Posted by Marcia Corrêa | Posted in Psicologia Ambiental, Psicóloga Marcia Corrêa | Posted on 19-08-2007-05-2008

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Comecei a estudar Psicologia Ambiental em 2000, no Aprimoramento Clínico Institucional em “Psicologia e Saúde Ambiental: Qualidade Ambiental e Estresse Urbano”, na Clínica Psicológica Ana Maria Poppovic da Faculdade de Psicologia da PUC-SP. Até então, já havia ouvido falar de Psicologia Ambiental na graduação, mas nunca conseguia fazer as matérias e cursos oferecidos, ou pq já havia feito a eletiva oferecida, ou por falta de compatibilidade de horário mesmo.

Mas, recém formada, pude fazer o Aprimoramento e inciar minha formação como Psicóloga Ambiental. Como uma das atividades do Aprimoramento, estudei o livro de Gabriel Moser (1992) que trabalha com o estresse dentro da perspectiva da Psicologia Ambiental. Ler este livro foi muito importante não só em relação ao Aprimoramento como também para esclarecer algumas questões teóricas. Com esta leitura, entre outras, e a supervisão da Profª Drª Marlise A. Bassani, que permitiu que eu acompanhasse também as aulas de Psicologia Ambiental da graduação da PUC-SP, adquiri um novo conhecimento. Neste Aprimoramento participei da elaboração e da primeira Oficina de Qualidade de Vida Urbana e Controle de Estresse. O fato de estar em contato com um trabalho tão importante e inédito no Brasil me incentivou a continuar os meus estudos nesta área da Psicologia e em 2001 fiz o Aprimoramento intitulado: “Atendimento em Psicologia e Saúde Ambiental: Qualidade Ambiental, Estresse Urbano e Afetividade”, em que realizamos oficinas de Qualidade de Vida Urbana e Controle de Estresse e de Expressões de Afetividade.

A ligação entre Psicologia Ambiental e saúde é recente na literatura e a Profª Drª Marlise A. Bassani é a principal responsável por esta ligação no Brasil. Com ela apresentei o que foi estudado em congressos nacionais e internacionais.

Foi estudando a relação Psicologia Ambiental – Saúde que despertou em mim o interesse em desenvolver minha dissertação de mestrado em Psicologia Clínica, no núcleo de Psicossomática e Psicologia Hospitalar. Pelos apontamentos de Neder e Vasconcellos (2002), pude confirmar que estava no caminho certo, pois foi destacada a importância dos fatores sociais e ambientais no tratamento do cliente e na interdependência mente-corpo.

Este texto foi originalmente publicado no início da minha dissertação de mestrado, que defendi em Abril de 2006. Claro que agora fiz algumas alterações para adaptá-lo ao blog. Atualmente estou trabalhando na Comissão do III Seminário Internacional de Psicologia Ambiental e Desenvolvimento Sustentável PUC-Embrapa. Tenho trabalhado na Comissão de divulgação deste evento desde a sua primeira edição. E, vale destacar que Gabriel Moser (a quem citei no início do texto) estará no Brasil, participando desde evento, que acontecerá dia 04 de Outubro. Quem gosta de Psicologia Ambiental NÃO PODE PERDER!!

Abraços a todos, espero que tenham gostado do meu primeiro texto. teclando

Bem-vindos ao meu blog profissional!

Posted by Marcia Corrêa | Posted in Psicóloga Marcia Corrêa | Posted on 15-08-2007-05-2008

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Bem-vindos ao meu blog profissional. Vou atualizando com as minhas participações em eventos e congresso e também textos sobre o meu trabalho como terapeuta comportamental e psicóloga ambiental. Espero que gostem! Um abraço a todos os visitantes!!