Olá queridos visitantes. Hoje vou contar para vocês a minha experiência na Palestra “Humor and Health” e no Workshop “What is Your Love Strategy?”, ambos ministrados pelo Dr. Patch Adams, aqui em São Paulo, essa semana (ele esteve no Rio também).

Patch Adams em São Paulo (e eu com meus certificados)
Não posso deixar de falar que A Palestra de 2005 foi melhor! Quem esteve na anterior com certeza concorda que a de segunda-feira não tinha nenhuma novidade mesmo! Ele basicamente contou rapidamente a sua biografia, coisas que já ouvimos em 2005, lemos e vimos no filme estrelado por Robin Willians…
Mas ele falou coisas bem interessantes, incluvise a questão sobre pq não ensinamos a amar na escola? Pq “Compaixão” não é uma matéria, como “Matemática” e “Ciências”? Algumas pessoas acham que isso é inato… eu não, eu TENHO CERTEZA que amor e respeito se aprende e não vejo nada de errado em DE FATO incluir uma matéria assim nas escolas!
No entanto, sobre HUMOR, que era o tema da palestra, ele não falou muito. Eu que conheço o trabalho da Morgana Masetti, que acompanhou os Doutores da Alegria provando que o trabalho deles melhorava SIM a saúde das crianças no Hospital, esperava algum dado desse tipo na palestra.
Sobre amar, ele ressaltou isso no Workshop, no dia seguinte. Nos dois dias ele perguntou se alguém achava que amar era a coisa mais importante de todo o mundo, e todos os presentes concordaram que sim. E Patch (como ele gosta de ser chamado) falou novamente o quanto ele lamentava que a coisa mais importante do mundo não era ensinada. Interessante que a mídia acha que amar não dá ‘ibope’. Ele mesmo disse que tentou falar com a CNN na época da queda das duas torres en NY, propondo a estratégia de amar em contraposição às guerras, mas foi dito a ele que ninguém estava interessado. Ontem fiquei sabendo que um Congresso que teria o nome de ‘Amor e Afetividade’ teve que mudar de nome, pq a o local onde será realizado o Congresso não considerou o nome interessante… Amar não é interessante? Amar não dá ‘ibope’? Não acredito!
No Workshop realizamos algumas atividades bem interessantes, outras nem tanto… acho que varia de cultura para cultura… ao mesmo tempo em que para nós brasileiros é relativamente fácil abraçar estranhos, é muito difícil olhar nos olhos e dizer “eu te amo” de forma sincera a alguém que você nunca viu na vida. Pelo menos não tantas vezes seguidas… Acho que dar carinho e atenção é possível sim, e amar, também… mas dizer “eu te amo” nos olhos de outra pessoa é estranho… pelo menos para mim foi… enfim, ainda estou refletindo sobre isso…
Ele ainda falou das sete coisas que ele mais ama (contando algumas histórias sobre cada uma dessas coisas), e nisso eu concordei totalmente. As sete coisas, que eu me lembre, eram (não necessariamente nessa ordem):
1) ele ama pessoas (eu tb), e faz questão de responder todas as cartas que ele recebe e interagir com cada um que passa por ele.
2) ele ama a vida (eu tb), e para ele enquanto a pessoa não está morta, está vivendo… e não é? Ele disse que todo dia de manhã ele acorda e grita “YEEEEY, I MADE IT”, ele dizia “consegui, mais um dia… vamos ver, mais 24 horas… tantas coisas para fazer…”
3) ele ama a natureza (eu tb), já leu mais de 100 livros só sobre insetos e anunciou que se você tem um animal de estimação ou uma planta em casa, tadááá, vc também ama a natureza! Então… vamos cuidar, né?
4) ele ama artes e geral (eu tb), e na palestra de segunda-feira gostei quando ele fez uma crítica às musicoterapias e arte-terapias da vida… afinal que música não é terapêutica? Que arte não é terapêutica?
5) ele ama pensar/ estudar (eu tb), thinking ele disse… o estudar foi por minha conta.
6) ele ama a ação de amar, o verbo amar. Ele ama amar (eu tb), e quem não ama amar?
7) Só pra fechar com chave de ouro, ele ama… romance! E… guess what? EU TAMBÉM! Eu amo tudo que ele ama… que coisa! Era lindo ouvir ele falando do quanto estava anisoso para encontrar a sua amada Susan Parenti, e o quanto ele a amava por tudo que ela representa para ele, e não só pela beleza física. Vamos PARAR de achar que todo homem quer uma mulher bonita… e que toda mulher quer um homem rico… e acreditar mais nos sentimentos verdadeiros!!
Outra coisa marcante que ele disse no Workshop foi a importância de se ter GRATIDÃO! Eu achei muito bonito o discurso dele nesse momento, apesar da dor no pesçoco de estar tanto tempo sentada no chão olhando para ele em cima de um palco. Agradecer a tudo que se passa conosco, pessoas que conhecemos, coisas que acontecem, um dia a mais de vida… aliás, ele disse que foi muito importante para ele aprender a dizer “obrigado”, “amigo” e “eu te amo”.
Sem dúvida, o poder do amor é gigantesco e Patch Adams prova isso com o seu trabalho ilustrado nos seus videos e sábias palavras.
Visitem o site dele: http://www.patchadams.org
E o site do grupo que o trouxe para o Brasil: http://www.copatch.com